O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou hoje (13) que o assessor do presidente norte-americano Donald Trump para temas relacionados ao Brasil, Darren Beattie, só entrará no país quando o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, puder entrar nos Estados Unidos. Nesta manhã, o Itamaraty revogou o visto de Darren Beattie. O Brasil argumentou estar usando o princípio adotado internacionalmente, inclusive pelos americanos, de reciprocidade.
Visita a Bolsonaro
Darren Beattie viria ao país na próxima semana e estava com ida programada à Papudinha para visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A visita foi revogada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, ontem (12).
Moraes tomou a decisão de revogação da visita de Darren Beattie a Bolsonaro após o chanceler Mauro Vieira alertar à Corte que o encontro de um funcionário do governo dos Estados Unidos com um ex-presidente brasileiro em ano eleitoral poderia configurar ingerência em assuntos internos do país.
Proibição de Alexandre Padilha
Em agosto de 2025, o governo dos EUA revogou os vistos da esposa e da filha (de 10 anos) de Padilha. A justificativa apresentada por autoridades americanas foi a atuação do ministro na criação do programa Mais Médicos durante o governo Dilma Rousseff, alegando que o programa financiou o regime cubano.


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