Barroso intervém e pede que Brasil permaneça na aliança para memória do Holocausto, alertando Lula sobre prejuízos

Presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Luís Roberto Barroso fez gestões junto ao Palácio do Planalto para que o governo petista volte atrás na decisão de abandonar a Aliança Internacional para a Memória do Holocausto, sigla IHRA. Segundo um interlocutor, Barroso argumentou que o fato incrementava a onda de antissemitismo no Brasil e no mundo, desagradava a comunidade judaica, que ele integra, e não acrescentava nada ao país. A decisão foi tomada no último dia 18/07. A adesão ao grupo ocorreu em 2021.

Por que o Brasil decidiu abandonar o IHRA?

O entendimento do governo é que a adesão à IHRA em 2021, durante o governo de Jair Bolsonaro, foi feito de modo displicente. Fontes do Itamaraty informaram que entre os motivos da saída, que ainda não foi formalizada (o Brasil aparece no site da IHRA como membro observador), estão obrigações que o País deveria ter com a aliança, que envolveria recursos financeiros.

No último dia 23/07, o governo brasileiro formalizou a entrada na ação movida pela África do Sul na Corte Internacional de Justiça que acusa Israel de cometer genocídio contra palestinos na Faixa de Gaza. O Itamaraty nega que a saída da aliança tenha uma relação direta com a adesão à ação.