Bilhetinhos do PCC apreendidos deram origem à investigação que prendeu Deolane Bezerra

A prisão da influenciadora Deolane Bezerra na Operação Vérnix, realizada nesta quinta-feira (21), teve origem na troca de bilhetes e manuscritos ligados à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) apreendidos há sete anos em um presídio em Presidente Venceslau, no interior de São Paulo.

O esquema, alvo da operação do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e da Polícia Civil, usava uma transportadora de cargas fantasma para lavar dinheiro. Os recursos eram repassados para outras contas com o objetivo de dificultar o rastreio. Duas dessas contas estão em nome de Deolane.

Os bilhetes estavam escondidos na caixa de esgoto das celas e traziam planos para matar funcionários do sistema prisional e também informações sobre o esquema do tráfico de drogas do PCC comandado por Gilmar Pinheiro Feitoza, apontado como liderança do PCC dentro da Penitenciária de Presidente Venceslau.

Prisão anterior

Deolane já havia sido presa em setembro de 2024 na “Operação Integration”, que investigava jogos ilegais (bets), e ficou detida em Pernambuco antes de conseguir um habeas corpus. A operação de 2024 investigou o uso de influenciadores para promover jogos de azar e o envolvimento com sites de apostas, com movimentações milionárias que também incluíam a mãe da influenciadora.

Deolane é advogada criminalista, com 21 milhões de seguidores no Instagram, e ganhou notoriedade após a morte de seu marido, MC Kevin, em 2021.