Bolsonaro decidiu não acompanhar julgamento no STF, diz advogado

O ex-presidente Jair Bolsonaro decidiu não comparecer pessoalmente a seu julgamento no inquérito do golpe pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). A informação é do advogado Celso Villardi, que comanda a defesa do ex-mandatário. “Não irá. Queria ir, mas está sem condições”, disse Villardi ao Metrópoles na noite desta segunda-feira (1º/9).

Julgamento

O julgamento será conduzido em 8 sessões extraordinárias, programadas para os dias 2, 3, 9, 10 e 12 de setembro. A análise marca a fase final do processo, quando os ministros deverão decidir se condenam ou absolvem os acusados, entre eles ex-ministros e militares de alta patente, como Walter Braga Netto, Anderson Torres, Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira e Almir Garnier. A responsabilidade pela análise recai sobre os magistrados da Primeira Turma: Cristiano Zanin (presidente), Alexandre de Moraes, Luiz Fux, Flávio Dino e Cármen Lúcia.

A primeira sessão começará com a leitura do relatório de Alexandre de Moraes, que retomará todas as provas reunidas durante a investigação. Em seguida, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, fará a sustentação oral. As defesas apresentarão seus argumentos logo depois, com a fala inicial do tenente-coronel Mauro Cid, delator do caso.

Encerrada essa etapa, Moraes abrirá a votação com seu voto. Os demais ministros também deverão se manifestar sobre a condenação ou absolvição dos réus e, em caso de condenação, sobre as penas. A depender da decisão, Bolsonaro poderá enfrentar uma pena superior a 40 anos de prisão.