Foi um sucesso a Convenção do Partido Liberal (PL) que oficializou a candidatura do presidente Jair Bolsonaro à presidência da República na manhã deste domingo, 24.
O megaevento é realizado Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, com a presença de cerca de 12 mil pessoas. O Rio é berço político do presidente. O general Walter Braga Netto, ex-ministro da Defesa e da Casa Civil, foi apresentado como vice, fechando a chapa da legenda rumo à reeleição. A chapa foi aprovada em convenção nacional do partido por 204 votos.

A cerimônia começou com uma oração do deputado federal e pastor Marco Feliciano (PL-SP). Depois, Michelle passou a discursar.
“Vocês estão aqui apoiando um projeto de libertação da nação. Há quatro anos, passamos por essa experiência e não tínhamos ideia do que íamos enfrentar, não tínhamos ideia do que estava por vir. Como falei ontem, quando eu cheguei na Santa Casa e vi meu marido na maca [em fala sobre a facada sofrida por Bolsonaro na campanha de 2018], eu olhei para o teto do hospital e falei ‘o senhor tem controle de todas as coisas’. (…) Essa nação é rica, é próspera. Ela só foi mal administrada. Deus ama essa nação”, disse a primeira-dama, antes de devolver o microfone ao marido.
O slogan “Pelo bem do Brasil” compõe o palco junto com a bandeira do Brasil. A frase é da coligação da chapa de Bolsonaro, e tem como mote a tese de “luta do bem contra o mal”, que o mandatário tenta imprimir à reeleição deste ano.
Bolsonaro iniciou seu discurso agradecendo pela sua segunda vida, com missão de ser presidente do Brasil.
“Todos os dias quando me levanto, tenho quase uma rotina e nessa passagem eu dobro meus joelhos, rezo um pai nosso e peço a Deus que esse povo brasileiro, nunca sentir as dores do comunismo”, afirmou, sendo interrompido pelo coro dos participantes, que gritavam “mito, mito, mito” e “a nossa bandeira nunca será vermelha”. “Peço também a ele a mais sabedoria, peço força para resistir e coragem para prosseguir. E estou sendo atendido”, continuou.
O presidente lembrou durante sua fala de ações do governo ao longo do mandato, como a transposição do Rio São Francisco, a tecnologia 5G, limite do ICMS sobre os combustíveis e políticas públicas e investimentos feitos na área social, como o Auxílio Brasil e os novos benefícios aprovados com a PEC das Bondades.
“Tenho certeza, teremos deflação no corrente mês. Eu sei que a figura mais importante hoje sou eu, se fosse Arthur Lira não teríamos chegado a esse ponto. Obrigada Lira, obrigada deputados e senadores. É um trabalho em conjunto.”
Em outro momento, o presidente também falou sobre obras inacabadas por governos anteriores, corrupção na Petrobras e uma “série de problemas éticos, morais e econômicos” enfrentados.
“Formar ministério não foi fácil, muita gente queria que os ministérios fossem formado a exemplo de outros governos. Conseguimos com a coragem e força formar um time de ministro, vocês conhecem os senadores e os deputados. Hoje, vocês sabem também o que é Supremo Tribunal Federal”, exaltou, sendo interrompido por vaias dos apoiadores, que faziam sinais negativos e gritavam: “Supremo é o povo”. “O nosso povo tem conhecimento, sabe pelo que deve lutar. O poder emana do povo se o povo bem escolher os seus representantes”, disse Bolsonaro, sem citar nomes.
“Não tem jeitinho no nosso governo. Três anos e meio sem corrupção e se aparecer, vamos colaborar nas investigações. Tivemos a CPI da Covid-19, qual a conclusão? Não acharam nada.”
Na sequência, o chefe do Executivo fez menções diretas ao ex-presidente Lula, seu rival nas eleições e que dispoanta nas pesquisas – sob coro de seus apoiadores, que gritavam “Lula ladrão, Bolsonaro é a solução”.
“Esse mesmo cara que quer legalizar o aborto no Brasil, quer legalizar as drogas no Brasil, será que esse cara sabe quanto sofre uma mãe quando um filho se entrega às drogas. Será que sabe o sofrimento dessa mãe? Esse mesmo cara, que em decreto de 2019, além de querer a desconstrução da heteronormatividade, criou o que chama de ideologia de gênero, emboscar os nossos filhos e netos a partir dos 5 anos para estimular ao sexo. Isso não é papel de alguém que quer o bem de seu povo. Não teria adjetivo para qualificá-lo nesse momento, quem sabe em um debate”, reforçou.
Bolsonaro tentará se reeleger no partido de Valdemar Costa Neto, condenado por corrupção no Mensalão.
A cerimônia contou com a apresentação da dupla sertaneja Mateus e Cristiano, que cantou o hino nacional e o jingle da campanha, “capitão do povo”.
“É o capitão do povo que vai vencer de novo/ Ele é de Deus, e pode confiar/ Defende a família e não vai te enganar”, diz estrofe da canção. Bolsonaro tem forte identificação com o público sertanejo.




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