Caiado volta a criticar cancelamento de debate e diz que STF e TSE ‘extrapolaram’

O candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado, voltou a tecer duras críticas, nesta sexta-feira (2), ao cancelamento do debate que seria realizado pela TV Globo. Durante uma agenda de campanha na Região da 44, em Goiânia, o presidenciável afirmou publicamente que o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) “extrapolaram” suas prerrogativas institucionais.

Cancelamento do debate na Globo

O cancelamento inédito do debate presidencial da TV Globo ocorreu após uma sequência de decisões liminares de última hora proferidas por magistrados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Supremo Tribunal Federal (STF). As determinações alteraram diretamente a dinâmica do programa e os critérios de participação das campanhas, gerando o que a emissora classificou como “insegurança jurídica”.

Decisões

A ministra Estela Aranha, do TSE, atendeu a um pedido da coligação do candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e proibiu duas regras que já haviam sido previamente acordadas entre a emissora e os partidos.

A emissora foi proibida de exibir a cadeira ou o púlpito vazio com o nome de Lula durante os blocos do programa. A decisão também barrou a possibilidade de os candidatos presentes direcionarem perguntas ao candidato petista, que já havia anunciado que não compareceria ao debate.

Já o ministro Gilmar Mendes, do STF, concedeu uma liminar determinando que a TV Globo incluísse obrigatoriamente o candidato Renan Santos, do partido Missão, no debate.

Pelas regras originais da emissora, o convite era obrigatório apenas para candidatos cujos partidos tivessem ao menos cinco parlamentares eleitos no Congresso Nacional. O Missão conta com apenas um parlamentar, mas o ministro derrubou o entendimento anterior do próprio tribunal para determinar a participação de Renan Santos no programa.