O candidato a deputado estadual Adriano Silva (PSDB), conhecido como Adrianinho da OVG, afirma que não recebeu recursos do fundo eleitoral para financiar sua campanha e cobra apoio das lideranças do partido em Goiás. Ao Jornal Opção, ele relatou que tem arcado com despesas com recursos próprios e que suas tentativas de obter uma solução são acompanhadas de adiamentos e encaminhamentos entre integrantes da sigla.
“Não ganhei nenhum centavo”, afirmou. Segundo o candidato, a falta de dinheiro compromete o pagamento das pessoas que trabalham na campanha e o deslocamento para atividades em municípios do interior.
Adriano também cobra o cumprimento de um acordo com o deputado federal e candidato à reeleição Professor Alcides, com quem estabeleceu uma “dobradinha”. Nesse tipo de aliança, candidatos a cargos diferentes fazem campanha em conjunto e podem compartilhar materiais de propaganda.
Segundo Adriano, o acordo foi registrado em uma planilha de trabalho assinada pelo deputado, com custos estimados em R$ 100 mil. O candidato afirma que assumiu despesas com recursos próprios, mas ainda aguarda o apoio financeiro combinado. Na entrevista, ele reconheceu que recebeu material de campanha, embora sustente que não houve repasse em dinheiro.
Entre os materiais encaminhados ao jornal, há registros de veículos adesivados e caixas de panfletos eleitorais destinados à distribuição nos municípios.
Na consulta ao portal de Divulgação de Candidaturas e Contas Eleitorais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mencionada durante a entrevista, não foram identificados registros de recebimento de recursos do fundo eleitoral pela candidatura de Adriano naquele momento.
O candidato questiona os critérios de distribuição do dinheiro e afirma que outras candidaturas do partido receberam apoio financeiro. Ele defende uma divisão mais equilibrada dos recursos e diz que sua trajetória de atuação social deveria ser considerada pelas lideranças.
Adriano também relaciona o tratamento recebido à sua orientação sexual e menciona sua atuação junto ao PSDB Mulher. Na avaliação dele, sua candidatura não recebe o suporte necessário para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa.
Ao ser questionado sobre as respostas do partido, afirmou que suas cobranças são encaminhadas de uma liderança para outra, sem solução. Na entrevista, citou Josias, Eliane Pinheiro e Baré, como é conhecido Cleudes Bernardes.
“Fala com um, joga para o outro. Fala com o outro, joga para o outro”, relatou.
Adriano disse que também procurou Professor Alcides diretamente para cobrar o acordo. Segundo ele, as promessas de atendimento são adiadas, o que dificulta a organização das atividades e o pagamento da equipe.
“Eu não quero dinheiro. Eu quero pagar o pessoal que está trabalhando comigo”, afirmou.
Apesar das dificuldades, o candidato diz que pretende continuar na disputa e que tem recebido incentivo de apoiadores para não desistir. Ele sustenta que sua candidatura está vinculada ao trabalho social desenvolvido ao longo de décadas em Goiás.
“Eu quero fazer um trabalho digno”, declarou.
Fonte: Jornal Opção






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