O futuro do mandato do governador do RJ, Cláudio Castro (PL), depende do desfecho de seu julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Nunes Marques pedir vista e adiar a análise da cassação do governador no último dia 10 de março, a equipe de defesa passou a trabalhar com duas datas no radar para uma possível renúncia como saída estratégica.
A primeira hipótese, de uma saída já na próxima segunda-feira (23), véspera da retomada do julgamento no TSE, é avaliada para o caso de o cenário favorável à cassação ser mantido. A equipe jurídica sustenta que, se Castro deixar o cargo voluntariamente antes da conclusão do julgamento, a ação no TSE perderia o objeto. Ou seja: não faria sentido o tribunal decidir pela perda de um mandato que ele já não exerce mais.
No entanto, especialistas alertam que a manobra pode não livrar o governador da inelegibilidade. Segundo o advogado Guilherme Barcelos, especialista em direito eleitoral, a renúncia não interrompe o processo caso fique comprovada a participação direta do político nas irregularidades.
Acusação
O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), enfrenta um momento crítico com investigações no TSE que podem cassar seu mandato e torná-lo inelegível por oito anos. As acusações centrais envolvem a criação de 27 mil cargos temporários na Fundação Ceperj para fins eleitorais em 2022 e suspeitas de recebimento de propina, resultando em indiciamento pela Polícia Federal por corrupção passiva e peculato.


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