A simples escolha de ouvir uma música ou assistir a uma novela pode custar a vida na Coreia do Norte. Essa é a realidade exposta por desertores norte-coreanos durante um fórum promovido pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH), nesta semana, em Seul. Em dois dias de depoimentos intensos, as vítimas relataram como o regime de Kim Jong-un reagiu com violência à crescente influência da cultura sul-coreana entre os jovens.
A repressão, segundo os relatos, se intensificou especialmente após a pandemia de Covid-19, com a promulgação de três novas legislações: a Lei de Rejeição à Ideologia e Cultura Reacionárias (2020), a Lei de Garantia da Educação Juvenil (2021) e a Lei de Proteção da Linguagem Cultural de Pyongyang (2023). Com isso, o controle sobre o comportamento da juventude passou a ser ainda mais rígido, e qualquer traço de influência estrangeira virou alvo de perseguição implacável.


Relacionadas
“Só com ordem judicial”: empresária recusa a fechar oficina durante visita de Lula a Goiás
Sem recursos para o funeral, corpo do cantor Júlio César permanece no IML
Kakay tem mala roubada em hotel cinco estrelas de Lisboa