Representantes do Ministério da Saúde da Etiópia e de instituições parceiras estiveram no Distrito Federal para uma visita às unidades da Secretaria de Saúde (SES-DF). O encontro focou a troca experiências entre os dois países e apresentou práticas adotadas no Sistema Único de Saúde (SUS), contribuindo para o debate sobre estratégias de gestão, financiamento e organização dos serviços de saúde.
Nesta quarta-feira (24), a delegação visitou a Unidade Básica de Saúde (UBS) 1 da Asa Sul para conhecer de perto o funcionamento da Atenção Primária à Saúde (APS) do DF. A programação incluiu a observação das rotinas de atendimento e a apresentação da estrutura responsável por organizar o acesso da população aos serviços da rede pública na capital.
“É um privilégio mostrar como funcionam as nossas ações de promoção da saúde e prevenção de doenças. Essa troca é muito rica e pode contribuir para o fortalecimento dos sistemas de saúde dos dois países”, afirma o coordenador de APS da SES-DF, Afonso Mendes.
Em busca de exemplos
A missão internacional busca promover o intercâmbio técnico sobre temas essenciais para os sistemas públicos de saúde. Entre os assuntos debatidos estão Estratégia Saúde da Família, governança descentralizada e tripartite do SUS, financiamento baseado em desempenho e qualificação da força de trabalho, entre outros.
A visita ocorre em um momento em que a Etiópia deseja aperfeiçoar seu sistema de saúde por meio de uma reforma sanitária. Nesse contexto, o país tem analisado experiências internacionais consideradas referências na área e identificou no SUS exemplos que podem auxiliar na construção de políticas voltadas à ampliação do acesso e à melhoria do cuidado oferecido à população.
“É um privilégio mostrar como funcionam as nossas ações de promoção da saúde e prevenção de doenças. Essa troca é muito rica e pode contribuir para o fortalecimento dos sistemas de saúde dos dois países”
Afonso Mendes, coordenador de Atenção Primária à Saúde
Para o assessor técnico da Secretaria de Atenção Primária do Ministério da Saúde, Danylo Vilaça, o intercâmbio beneficia não apenas a Etiópia, mas também fortalece a cooperação entre os países. “Depois da pandemia, ficou evidente a importância de sistemas universais de saúde capazes de promover vacinação, prevenção e atendimento integral. Compartilhar experiências acumuladas ao longo de mais de 30 anos do SUS contribui para que outros países fortaleçam seus sistemas e para que possamos enfrentar juntos desafios que são globais”, avalia.


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