Dermatologista explica os principais riscos de não limpar bem o umbigo

Pequeno, discreto e fundo, o umbigo muitas vezes é esquecido na hora de fazer a higiene pessoal. Apesar de parecer pouco importante, a falta de limpeza traz alguns malefícios — a região pode acumular suor, resíduos de pele e sujeira. Essa combinação é perfeita para que cresçam alguns fungos e bactérias, principalmente nos dias mais quentes.

O hábito de não limpar o umbigo pode fazer com que a região desenvolva inflamação e infecção, em alguns casos, severas. Pessoas com doenças crônicas ou sistema imunológico mais frágil têm risco ainda maior de apresentar complicações.

“Deixar o umbigo úmido facilita o crescimento de fungos e bactérias. Além disso, secar mal a região pode causar tantos problemas quanto não limpar”, explica a médica dermatologista Maria das Graças Leto, da clínica AMO, em Salvador.

O umbigo é uma parte do corpo que acumula suor, óleo natural da pele e restos de sujeira do dia a dia, por isso, é importante limpar justamente para tudo isso não ficar preso dentro da cavidade e virar um ambiente propício ao crescimento de germes.

Existem alguns sinais que podem surgir pela falta de higienização do umbigo. Dentre eles, estão:

– Vermelhidão.
– Coceira.
– Dor.
– Mau cheiro.
– Secreção amarelada ou esbranquiçada.

Se a infecção evoluir, pode atingir a pele ao redor do umbigo, sendo necessário tratamento com antibióticos.

A limpeza do umbigo pode ser feita preferencialmente no banho, porque a água morna ajuda a soltar a sujeira, ficando mais fácil de limpar. É recomendado usar o próprio dedo, com ou sem gaze fina, e limpar de forma leve. Não é preciso forçar nem tentar alcançar a parte mais profunda.

Depois do banho, é muito importante secar bem a região. Uma toalha limpa resolve, mas quem tem o umbigo mais fundo deve prestar um pouco mais de atenção para garantir que ele fique totalmente seco.

Fonte: Metrópoles