O eleitorado evangélico, tradicionalmente ativo e influente nas eleições do Maranhão e do Brasil, está demonstrando sinais claros de afastamento de Eliziane Gama. Essa tendência pode ser observada tanto nas pesquisas recentes quanto na reação direta de lideranças religiosas organizadas no interior do estado.
Durante o 41º Congresso Estadual de Missionárias e Dirigentes de Círculo de Oração, realizado em Santa Inês na última semana, Eliziane Gama foi apresentada ao público, mas enfrentou um silêncio ensurdecedor. Ao passo que a deputada estadual Mical Damasceno foi recebida com aplausos entusiasmados, a senadora permaneceu quase invisível diante das lideranças presentes. Esse contraste sugere que sua representação política já não ressoa no segmento evangélico como antes.
Os dados das últimas pesquisas corroboram essa percepção. Na mais recente pesquisa do Instituto Vox Brasil, Eliziane aparece com apenas 3,23% das intenções de voto estimuladas para o Senado, um desempenho distante dos lideres como André Fufuca (25,18%), Weverton Rocha (22,88%) e Hilton Gonçalo (12,85%). A amplitude da rejeição indica que sua base religiosa e tradicional não se reconhece mais em sua figura.
Outros levantamentos reforçam o quadro desolador da senadora. No Paraná Pesquisas (fevereiro), ela somou 18,5%, ficando atrás de Carlos Brandão (43,2%) e Weverton Rocha (41,1%). Já a Econométrica (maio) coloca Eliziane com 22,1%, atrás dos dois mesmos candidatos.
A desconexão com o eleitor evangélico, que representa uma parcela significativa dos eleitores maranhenses, expõe não apenas um revés eleitoral, mas uma falha politica profunda. A ausência de acolhimento em um evento como o Congresso de Círculo de Oração não é simbólica: é o reflexo de uma liderança que perdeu sua relação de confiança com a base.
Fonte: Gospel Mais Brasil


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