Estudante de 23 anos e juiz de futebol estão entre manifestantes mortos por repressão no Irã

A estudante Rubina Aminian, de 23 anos, é uma das pessoas que morreram na violenta repressão do governo aos protestos que tomaram as ruas do Irã nos últimos dias.⁠ Jornalistas do serviço em persa da BBC, BBC Persian, conversaram com parentes e amigos de alguns dos mortos nas manifestações. ⁠A agência de notícias Reuters citou uma fonte do governo iraniano que teria dito que o total de mortos poderia chegar a 2 mil pessoas.⁠ Amigos de Amir Mohammad Koohkan, de 26 anos, disseram que o técnico e juiz de futebol era alguém que “não gostava de ver o povo neste estado. Neste sofrimento”.⁠

Ameaça de Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na terça-feira (13) que o país adotará “medidas muito duras” caso o Irã comece a executar manifestantes. A declaração foi dada em entrevista à CBS News, ao comentar relatos de que o regime iraniano planejava executar Erfan Soltani.

Protestos em massa contra o regime de Ali Khamenei

Nos últimos dias, Donald Trump tem dado sinais de que os Estados Unidos podem interferir na onda de protestos que se espalha pelo Irã. Desde o final de dezembro de 2025, o país tem sido palco de grandes manifestações, que começaram em razão da crise econômica — marcada por alta inflação, desvalorização do rial e elevado custo de vida —, mas que rapidamente se transformaram em um movimento político mais amplo contra o governo e sua liderança clerical.

Os protestos ocorreram em centenas de cidades, incluindo Teerã, Mashhad, Qom, Zahedan, entre outras, e já duram várias semanas.

Eles representam uma das maiores ondas de mobilização popular na história recente do Irã, com centenas de mortos e milhares de prisões, segundo diversas agências de notícias e observadores independentes.