Preso no Recife nesta sexta-feira (13), por suspeita de tentar conseguir um passaporte português para o tenente-coronel Mauro Cid, o ex-ministro do Turismo Gilson Machado foi ouvido na superintendência da Polícia Federal, no bairro do Pina, na Zona Sul do Recife e negou envolvimento no caso.
Ao chegar no Instituto de Medicina Legal (IML), no bairro de Santo Amaro, para exame de corpo de delito, Machado disse à imprensa que entrou em contato com o consulado de Portugal no Recife para pedir um passaporte para o pai.
Após o exame, Machado foi levado para o Centro de Triagem e Observação Criminológica Professor Everardo Luna (Cotel), em Abreu e Lima, no Grande Recife, onde fica à disposição da Justiça. Ele está numa cela separada para garantir a integridade física dele.
O advogado de Machado, Célio Avelino, afirmou que não teve acesso ao processo e não sabe qual o motivo da prisão.
“A Polícia Federal recebeu, do ministro Alexandre de Moraes, um mandado de prisão preventiva, mas não disse os motivos da prisão. Ele prestou depoimento, esclareceu o que perguntaram a ele sobre se teria interferido para conseguir um passaporte para o tenente-coronel Mauro Cid. E ele disse que não. E é só isso que eu sei”, disse o advogado.
Mauro Cid
A defesa de Mauro Cid afirma que ele cumpre todas as medidas cautelares impostas pelo STF e nega que o tenente-coronel tenha pedido passaporte português ou que tenha planejado deixar o País.
Quem é Gilson Machado?
Machado ganhou destaque na política quando se aproximou do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que o nomeou para assumir o Ministério do Turismo em 2020 após a demissão de Marcelo Álvaro Antônio (PSL).
Antes disso, Machado ficou conhecido por participar das lives semanais do ex-presidente durante o pico das mortes pela Covid-19 na pandemia, quando apareceu tocando sanfona.
Ele também foi presidente da Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur). O cargo teve início em maio de 2019, após rápida passagem pela secretaria de Ecoturismo e Cidadania Ambiental do ministério do Meio Ambiente.
Em março de 2022, deixou o ministério para poder concorrer a uma cadeira no Senado Federal pelo seu estado, Pernambuco, mas perdeu para Teresa Leitão (PT).
Na sequência, Bolsonaro o nomeou novamente para o cargo de diretor-presidente da Embratur, o qual teria um mandato de 4 anos, durante o terceiro governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).



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