O esvaziamento da reunião de emergência convocada pelo governo federal para esta terça-feira (29/9) impôs um revés à estratégia do presidente Lula.
Oito clubes do eixo Rio-São Paulo decidiram boicotar em bloco o encontro em Brasília: Flamengo, Corinthians, Palmeiras, São Paulo, Santos, Fluminense, Botafogo e Vasco.
O movimento ganhou também a adesão do Cruzeiro, ampliando a pressão sobre o Palácio do Planalto na semana da votação.
Setores do futebol criticaram a ausência do próprio presidente no evento, com a escala apenas de ministros para conduzir o encontro.
Para dirigentes, a formatação da reunião esvaziaria a pauta real e transformaria o encontro em um palanque de conveniência eleitoral.
Ao rechaçarem o convite, as diretorias das agremiações alegaram compromisso com o torcedor e com a sustentabilidade financeira dos clubes.
Os clubes afirmam que a medida em discussão asfixia receitas em centenas de milhões de reais sem um plano de transição adequado.
Dirigentes rubro-negros e corintianos defenderam que o futebol moderno exige preservação da autonomia financeira e respeito aos contratos vigentes de patrocínio.
Com o boicote coordenado, os clubes tentam forçar o Planalto a reconhecer o peso econômico do setor.
O governo ainda não se pronunciou oficialmente sobre a manutenção da reunião após o boicote dos principais clubes.
Fonte: Diário 360




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