O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) enviou uma manifestação ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) em que pede o adiamento, por 180 dias, da aplicação, por parte do governo norte-americano, de novas tarifas contra exportações brasileiras. Flávio pede, portanto, um adiamento das taxas de 25% para depois das eleições presidenciais no Brasil.
No documento de 86 páginas, o político do PL diz que o tarifaço aplicado pelos Estados Unidos anteriormente não surtiu efeitos positivos e não mudou o comportamento das autoridades brasileiras.
Para o senador, as investidas tarifárias da gestão Trump contra o Brasil tem, ao contrário, fortalecido politicamente, em um ano eleitoral, o governo Lula, que tem enquadrado as ações no campo econômico como ataques à soberania nacional.
Novas tarifas
O governo dos Estados Unidos avalia novas tarifas de importação que podem chegar a 37,5% sobre produtos brasileiros, divididas em duas propostas do USTR: uma de 25% por supostas práticas comerciais desleais e outra de 12,5% relacionada a alegações de trabalho forçado.
As medidas ainda estão em fase de análise e comentários. Caso sejam aprovadas em sua totalidade, afetarão o comércio exterior, especialmente nos setores de máquinas e equipamentos.
Enquanto Flávio defende o adiamento das medidas, o governo Lula apresentou resposta oficial à investigação americana. No documento assinado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, o Brasil afirma que o USTR não comprovou que políticas brasileiras sejam discriminatórias ou imponham barreiras ao comércio dos Estados Unidos.


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