Os levantamentos internos realizados nesta semana renovaram o ânimo do comitê de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na disputa direta contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelo Palácio do Planalto. A coordenação eleitoral do parlamentar fluminense avalia que os números de monitoramento indicam um horizonte favorável para a reta final do segundo turno.
Equilíbrio absoluto nas pesquisas públicas
O otimismo dos aliados bolsonaristas ganha força no momento em que os principais institutos de pesquisa retratam um quadro de empate técnico entre os dois postulantes. O levantamento mais recente do Datafolha mostra Flávio com 47% das intenções de voto contra 45% de Lula. Ao considerar apenas os votos válidos, o senador atinge 51%, ante 49% do atual mandatário.
Na comparação com a sondagem anterior, de 8 de outubro, Flávio oscilou dois pontos para baixo na contagem total (tinha 49%), enquanto o petista sustentou os mesmos 45%. O distanciamento nos votos válidos encurtou de quatro para dois pontos percentuais. A sondagem ouviu 2.520 eleitores em 153 cidades nos dias 13 e 14 de outubro, com margem de erro de dois pontos para mais ou para menos e registro no Tribunal Superior Eleitoral sob a identificação BR-00466/2026.
A pesquisa Quaest também registrou um cenário idêntico de indefinição, com Flávio atingindo 46% da preferência popular e Lula somando 44%.
Expectativa frustrada no Palácio do Planalto
O desempenho estagnado do governo nos levantamentos provocou desapontamento na cúpula da campanha do PT. Havia a previsão de que o pacote econômico lançado por Lula e as investidas nas plataformas virtuais lideradas pelo deputado André Janones (Rede-MG) pudessem assegurar uma virada imediata sobre o rival.
Ações econômicas sem retorno rápido
Entre as cartadas anunciadas recentemente pelo Executivo para tentar atrair as classes populares e pequenos empreendedores estão:
O aumento do piso do Bolsa Família de R$ 600 para R$ 691, a extinção de R$ 12,6 bilhões em débitos de microempreendedores individuais (MEIs) e repasses diretos de até R$ 5 mil voltados a micronegócios. A coordenação petista contava com uma resposta mais rápida desse segmento socioeconômico nas sondagens eleitorais.
Alerta contra o comodismo e manifestação em São Paulo
Apesar do sentimento de segurança que voltou a imperar no comitê do PL, o início da semana foi marcado por tensões internas. Dirigentes do partido cobraram empenho mais enérgico de governadores, deputados e senadores da base conservadora, temendo que a euforia gerada pelo resultado do primeiro turno gerasse um clima de “já ganhou” e esvaziasse o engajamento nas redes e nas ruas.
Para manter o eleitorado mobilizado e demonstrar poder de atração popular até o dia da votação, Flávio Bolsonaro convocou os apoiadores para um grande ato público na Avenida Paulista no próximo domingo, 18.



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