Gilmar anula decisão que quebrou sigilo de empresa ligada a Toffoli

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), anulou a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático da empresa Maridt, que tem entre seus sócios o ministro Dias Toffoli.

A quebra foi determinada pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, do Senado, aprovada na quarta-feira. Os parlamentares deram aval para quebra de sigilo no período de janeiro de 2022 a fevereiro de 2026.

O decano do STF considerou que a CPI aprovou as quebras de sigilo da empresa da família de Toffoli “em manifesto e incontornável descumprimento dos limites” do objeto da apuração parlamentar. Segundo o ministro, a justificativa para a “providência invasiva” é “destituída de idoneidade por completa e absoluta ausência de fundamentação válida”.

Entenda

O ministro Dias Toffoli relatou o caso do banco Master no Supremo até 12 de fevereiro de 2026, em 3 meses repletos de embates com a Polícia Federal (PF). O ministro André Mendonça o sucedeu, depois da reunião interna do colegiado que decidiu redistribuir o caso.

Até então, a relatoria de Toffoli vinha sendo criticada por causa da participação de sua família, ele incluído, na propriedade do resort Tayayá, hotel de luxo no interior do Paraná. O empreendimento passou a ser controlado no final de 2025 pelo advogado Paulo Humberto Costa.

Um fundo investigado por causa de suas relações com o Master entrou como sócio do Tayaya em 2021. Saiu por completo em fevereiro de 2025. A família de Toffoli também deixou o empreendimento.

O ministro frequenta o Tayaya. É que no resort há também um condomínio de casas e Toffoli é dono de 4 unidades.

O Tayayá fica no norte do Paraná e a cerca de 130 km de Marília, que é a cidade natal de Toffoli. A empresa que administra os bens da família, a Maridt, é uma sigla formada pelas 4 primeiras letras de Marília e pelas iniciais do sobrenome dos irmãos, DT.