Homem que ficou 40 anos no corredor da morte nos EUA é libertado após DNA

Douglas Stewart Carter, de 71 anos, foi libertado de uma prisão no estado de Utah, nos Estados Unidos, após passar mais de 40 anos no corredor da morte. A soltura ocorreu na segunda-feira (28), após um novo exame de DNA comprovar que o material genético coletado na cena do crime não pertencia a ele.

Carter havia sido condenado, em 1985, pelo assassinato de Eva Olesen, tia de um chefe de polícia local. Ele sempre sustentou sua inocência e afirmou ter sido coagido pela polícia a assinar uma confissão na época. Uma análise recebida pela Justiça em 22 de setembro de 2026 excluiu o perfil genético de Carter do sangue encontrado em uma maçaneta e do material recuperado no cabo da faca usada no crime.

Em 2011, descobriu-se que duas testemunhas cruciais do julgamento original haviam sido pagas e ameaçadas de deportação por policiais e promotores para mentirem no tribunal e incriminarem Carter. A Suprema Corte de Utah determinou a realização de um novo julgamento devido a “múltiplos casos de má conduta intencional”. Diante disso, os promotores retiraram o pedido de pena de morte.

Carter aguardará o novo julgamento, previsto para 2027, em liberdade sob fiança e será monitorado por uma tornozeleira eletrônica com GPS.