Na manhã desta terça-feira (24), o Conselho Supremo da Segurança Nacional do Irã emitiu nota celebrando a “vitória” contra Israel dizendo que a resposta do país à agressão de Tel-Aviv forçou o governo de Benjamin Netanyahu a aceitar o cessar-fogo anunciado pelos Estados Unidos.

“As Forças Armadas da República Islâmica do Irã responderam ao comando do Líder Supremo da Revolução Islâmica e Comandante-em-Chefe das Forças Armadas com bravura exemplar, esmagando cada ato maligno do inimigo”, disse o comunicado.
O Conselho citou o ataque à base militar dos Estados Unidos (EUA) de Al-Udeed, no Catar, e que respondeu a cada agressão de forma “oportuna e proporcional”.
“A vitória forçou o inimigo a se arrepender e aceitar a derrota e interromper unilateralmente sua invasão”, diz a nota, acrescentando que “sem a menor confiança nas palavras dos inimigos e, com as mãos no gatilho, estarão prontas para dar uma resposta decisiva e lamentável a qualquer ato de agressão do inimigo’’.
O cessar-fogo ainda é frágil uma vez que o Irã acusa Israel de ter atacado o país nessa manhã, violando o horário para a trégua. Teerã prometeu reagir a cada agressão vinda de Tel-Aviv.
Israel
Por sua vez, Israel sustentou que alcançou os dois objetivos da sua guerra contra o Irã, que considera uma “ameaça existencial – tanto na questão nuclear quanto em relação aos mísseis balísticos”.
Em comunicado divulgado nesta terça, o gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu ainda afirmou que Israel alcançou a “superioridade aérea completa nos céus de Teerã, desferiram um golpe severo na liderança militar e destruíram dezenas dos principais alvos do regime iraniano”.
Com isso, Israel alega que concordou com a proposta de Trump de um cessar fogo bilateral. “Israel agradece ao presidente Trump e aos EUA por seu apoio defensivo e por sua participação na remoção da ameaça nuclear iraniana”, diz o comunicado.





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