DW – Apesar de condenarem publicamente os ataques israelenses ao Irã, Jordânia e Arábia Saudita adotaram ações que, na prática, ajudaram a proteger Israel. A Jordânia confirmou ter derrubado mísseis e drones iranianos que cruzaram seu espaço aéreo em direção a cidades israelenses, justificando a ação como proteção de seu território. Especialistas afirmam que a Arábia Saudita também colaborou silenciosamente, permitindo o uso de seu espaço aéreo e fornecendo dados de radar, especialmente no norte do país — rota usada por mísseis iranianos.
As ações indicam que, mesmo com declarações públicas alinhadas à pressão regional, ambos os países reconhecem, na prática, a ameaça representada pelo Irã. A Jordânia, aliada histórica dos Estados Unidos, depende da ajuda financeira e militar ocidental, compartilhando da preocupação com a influência desestabilizadora iraniana na região, além de manter relações diplomáticas com Israel desde 1994. A Arábia Saudita, apesar da recente reaproximação com Teerã, também mantém estreita cooperação de segurança com Washington e, nos bastidores, com Israel.
A colaboração silenciosa com Israel reforça a percepção de que, diante da escalada militar e do avanço do programa nuclear iraniano, o verdadeiro ponto de convergência entre os países árabes e o Estado judeu é o combate à ameaça comum representada por Teerã.


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