Um ano antes de matar o médico Alan Carlos de Lima Cavalcante, a médica Nadia Tamyres Silva Lima registrou um boletim de ocorrência que descreve pelo menos 14 tipos diferentes de violência, supostamente praticados ao longo de 22 anos de relacionamento. O documento, registrado em 5 de setembro de 2024, traz acusações que vão de agressões físicas a chantagens profissionais, controle psicológico e ameaças envolvendo terceiros.
O assassinato de Alan, registrado por câmeras de segurança, ocorreu em frente à Unidade Básica de Saúde (UBS), onde ele estava parado dentro do carro, conversando com uma pessoa em uma moto, que seria cunhada de Nádia, em Arapiraca (AL). A suspeita alegou em interrogatório que agiu em defesa legítima. No entanto, uma análise detalhada das imagens de segurança e dos demais elementos da investigação não confirmou a versão.
Informações da Delegacia de Homicídios de Maceió apontam que o crime teria sido motivado pela revolta da médica após a absolvição do ex-marido em uma acusação de estupro de vulnerável contra a filha do casal, registrada em 2024. A situação se agravou quando o médico entrou com um pedido de guarda compartilhada da filha, o que, segundo as apurações policiais, teria sido o estopim para o assassinato.



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