Pesquisa mostra aumento da influência de pastores, padres e outros líderes de igrejas na decisão eleitoral, especialmente entre evangélicos
A influência de líderes religiosos sobre a escolha do voto cresceu na reta final da eleição presidencial de 2026, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (2). O levantamento mostra que 30% dos eleitores consideram que a opinião de líderes de sua igreja exerce alguma influência sobre sua decisão de voto, ante 23% em julho.
Entre os diferentes grupos religiosos, o efeito é mais elevado entre os evangélicos: 39% afirmam que a opinião de líderes de suas igrejas tem alguma influência sobre seu voto. Entre os católicos, o percentual é de 31%.
Os dados colocam pastores, padres e demais lideranças religiosas entre os atores que passaram a ter maior peso declarado na decisão eleitoral ao longo da campanha. O crescimento, porém, não significa que a maioria dos eleitores siga a orientação de seus líderes: 70% afirmam que a opinião dessas lideranças não influencia sua escolha.
Redes sociais e amigos também aumentaram influência
O levantamento aponta crescimento semelhante em outras fontes de informação e opinião. A parcela que considera amigos próximos influentes na decisão passou de 36% em julho para 43% agora. Já os perfis acompanhados nas redes sociais subiram de 32% para 39%.
A imprensa também registrou aumento, passando de 38% para 42%. Entre familiares próximos, como cônjuges e filhos, as variações permaneceram dentro da margem de erro.
Apesar do avanço registrado em diferentes grupos, a pesquisa mostra que a maior parte dos eleitores continua afirmando que decide o voto sem influência significativa de terceiros. O levantamento ouviu 2.506 pessoas com 16 anos ou mais, em 152 municípios, entre 29 de setembro e 1º de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, e a pesquisa está registrada no TSE sob o número BR-08039/2026.
Influência religiosa ganha importância no cenário eleitoral
O resultado chama atenção particularmente pelo peso registrado entre os evangélicos. Com 39%, a influência declarada de líderes religiosos nesse grupo supera os índices observados entre os católicos e no conjunto da população.
O dado aparece em uma eleição na qual lideranças evangélicas têm participado publicamente do debate político e manifestado posições sobre candidatos e temas da campanha. Ao mesmo tempo, o levantamento do Datafolha registra que essa influência não é uniforme entre os eleitores, já que a maioria dos evangélicos também afirma não ter seu voto determinado pela opinião de líderes religiosos.

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