Em entrevista, Cucurella revelou que demorou a conseguir determinar o que Mateo tinha. “Não estávamos encontrando o caminho correto para seguir. Colocamos ele em uma escola, mas ele chorava todos os dias. Levávamos pela manhã e buscávamos meio do dia… e ele passava a manhã toda chorando”, lembrou.
Por conta da pouca idade de Mateo, o diagnóstico demorou a ser confirmado. Na época, o atleta atuava no Chelsea, na Inglaterra. “Não tinha como saber. O colégio dizia que ele era diferente dos outros, mas que poderiam dar reforço de uma hora de aula. Me lembro que, durante esse período, chegamos a nos sentir perdidos”, continuou.
Foi Claudia quem encontrou uma saída. Enquanto residiam em Londres, ela recorreu à internet em busca de respostas e localizou uma escola especializada no centro da cidade. “Viemos de carro e esperamos enquanto a Claudia foi sozinha para a primeira entrevista. Ela voltou super feliz e disse: ‘Essa é a escola que ele precisa’. A partir do momento que resolvemos isso, tudo ficou melhor. Foi um caminho muito positivo que nos deu muita alegria e ajuda”, destacou.
Mesmo diante de um início desafiador, Cucurella destaca que o avanço dos tratamentos tem garantido o desenvolvimento do filho. “O Mateo é uma pessoa. A parte boa é que ele não tem maldade. Tem um grande coração. Ele não compreende tão bem as coisas do dia a dia como os irmãos. Como quando acontecem problemas ou frustrações, ele não entende exatamente. Aí precisamos explicar de maneiras diferentes. Estamos trabalhando com ele e tentando ajudá-lo a alcançar todo o potencial que tem”, pontuou.
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