Mascote da Copa do Mundo do Brasil, em 2014, o tatu-bola (Tolypeutes tricinctus) ainda tem o futuro ameaçado pela perda de seu habitat natural. Mesmo após tanta visibilidade, o Fuleco da vida real continua na lista de animais sob risco de extinção, e um novo plano de proteção a essa e outras espécies deve ser lançado neste ano para tentar mudar esse cenário.

Típico da caatinga brasileira, o animal é encontrado em estados do Nordeste, como Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco e Piauí. Mas, para sobreviver, tem precisado driblar empreendimentos energéticos, como a instalação de placas solares e turbinas eólicas, além de estradas e o avanço da agropecuária, lista Flávia Miranda, coordenadora científica do Programa de Conservação do Tatu-bola, da Associação Caatinga.
“As fazendas solares estão sendo muito utilizadas na caatinga e, infelizmente, ficam no pé de uma montanha, área de que o tatu gosta”, disse. Ela explica que as placas não permitem que a vegetação cresça, atrapalhando o modo de vida do animal. Sem a mata, acrescenta, o bichinho fica ainda vulnerável a incêndios e contaminação.
A caça predatória e de subsistência, para comer, ambas ilegais, ainda fazem parte da cultura regional e também são um perigo. Com a conscientização, principalmente após a Copa do Mundo, a prática vêm sendo enfrentada, conta o sertanejo Lourisvaldo Camilo, do Projeto Ecologia e Conservação Participativa do Tatu-Bola, da Chapada Diamantina. Hoje, Lourisvaldo é um dos responsáveis por capturar o animal, em roteiros de turismo científico, em Sumidouro (BA).
Fonte: Agência Brasil




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