O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça anunciou hoje (3) que deixará a sociedade do Instituto Iter, cedendo a totalidade de suas cotas e as de sua esposa sem qualquer contrapartida financeira. Os valores correspondentes às cotas do casal permanecerão integralmente destinados a fins sociais e educacionais. Criado em 2024 para oferecer cursos jurídicos, o instituto será transformado em uma entidade sem fins lucrativos.
Motivo da saída
A entidade foi alvo de críticas após Mendonça pedir que relatório da Polícia Federal que aponta relação entre o ministro Alexandre de Moraes, do STF, e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro seja levado ao plenário da Suprema Corte. Críticos de Mendonça apontaram contratos do instituto de ensino com a iniciativa pública, o que incomodou o magistrado. Em nota, o Instituto Iter reforçou que não houve distribuição de lucros ou dividendos durante os dois anos de atuação e defendeu o formato das contratações por órgãos ou entidades públicas.


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