O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou a manutenção da prisão preventiva do deputado estadual do Rio Thiago Rangel (Avante). Na decisão desta quarta-feira (6), o ministro do Supremo determinou que a medida deve seguir sem precisar da autorização de outros deputados da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).
Thiago foi preso na última terça-feira (5) durante a quarta fase da Operação Unha e Carne da Polícia Federal, que investiga fraudes em compra de materiais e contratação de serviços pela Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro.
O apontamento de Moraes no despacho desta quarta ocorre depois da Alerj ter derrubado a prisão do ex-presidente da Casa, Rodrigo Bacellar (PL) em dezembro do ano passado. Na época, ele foi preso na quarta fase da Operação Unha e Carne, suspeito de vazar dados sobre a operação que investigava o também deputado estadual Tiego Raimundo dos Santos Silva, o TH Jóias.
Além de fraudes e lavagem de dinheiro, Thiago Rangel também é acusado de:
- Ligações Criminosas: Investigadores afirmam que o deputado ofereceu cargos na área da educação a pessoas indicadas por um traficante conhecido como “Junior do Beco”.
- Mensagens Violentas: A Polícia Federal encontrou mensagens no celular de Rangel sugerindo atos de violência (incluindo a frase “dar um jeito” com “12 tiros”) contra críticos de sua atuação política.
- Início: Começou a carreira política em 2020 como o vereador mais votado de Campos dos Goytacazes pelo PROS.
- Deputado Estadual: Eleito em 2022 com 31.175 votos.
- Patrimônio: Segundo o G1, o deputado apresentou um aumento patrimonial de cerca de 700% antes de sua prisão.
- Vida Pessoal: É empresário do ramo varejista de combustíveis e pai de três filhos. Sua filha, Thamires Rangel, também atua na política local em Campos.




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