Mulher que foi jogada do penhasco pelo ex tem alta e passa primeira noite em casa

Ana Cláudia Rodrigues da Silva Souza, de 41 anos, teve alta do hospital e vai passar a primeira noite em casa nesta quarta-feira (27) após ser empurrada em um penhasco da Serra do Rola-Moça, em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A vítima, que estava desaparecida desde segunda-feira (25), foi encontrada na terça-feira (26), em um penhasco.

O ex-companheiro de Ana Cláudia, Silvanildo Amâncio de Araújo, de 52 anos, confessou ter jogado ela. Ele foi preso, também nessa terça (26), e autuado por feminicídio tentado e estupro. Nesta quarta-feira (27), o suspeito passou por audiência de custódia e a Justiça converteu a detenção em flagrante em preventiva.

Inicialmente, a mulher foi levada ao Hospital João XXIII, onde realizou os primeiros exames, como a tomografia. Os resultados do raio-X não indicaram fraturas. Ela teve dores no pescoço, coluna e cabeça. Na sequência, ela foi encaminhada ao Hospital Metropolitano Odilon Behrens para novos exames, pois denunciou ter sido vítima de abuso.

Resgate

Ana Cláudia foi encontrada com vida na terça-feira (26), após passar horas em uma área de vegetação. Segundo o Corpo de Bombeiros, ela estava consciente, orientada e apresentava escoriações, principalmente nas costas, além de ferimento em um dos pés.

A queda teria sido de cerca de 50 metros. Ainda conforme os militares, mesmo ferida, a vítima conseguiu subir parte do barranco e se agarrar à vegetação para tentar sobreviver até ser localizada pelas equipes de resgate.

O caso começou a ser investigado depois que Ana Cláudia enviou mensagens para a filha mais velha relatando que havia visto o ex rondando a escola da filha caçula. Horas depois, Silvanildo teria ligado para um ex-genro e afirmado que havia sequestrado a mulher e pretendia jogá-la de um penhasco.

O homem foi preso em flagrante. Com ele, a Polícia Militar encontrou roupas, facas, um canivete usado para ameaçar a vítima e um celular embalado em papel-alumínio, prática que, segundo os militares, pode dificultar rastreamento por GPS.