Mulheres iranianas estão sendo estupradas, mutiladas e assassinadas pelo regime, afirma jornalista

Mulheres iranianas teriam sido estupradas, mutiladas e assassinadas durante a repressão do regime aos protestos no país, conforme denuncia o jornalista Michel Abdollahi, nascido em Teerã e radicado na Alemanha. Ele afirma ter reunido testemunhos vindos de dentro do Irã, que descrevem uma resposta extremamente violenta das forças de segurança às manifestações contra o governo.

De acordo com Abdollahi, os relatos incluem violência sexual, tortura, execuções e queima de corpos, com o objetivo de ocultar provas dos abusos e reprimir manifestações. Segundo ele: “Nenhum corpo de mulher está sendo encontrado, ou, quando o é, são poucos. E isso porque, de acordo com relatos de testemunhas oculares, elas estão sendo estupradas, seus úteros removidos, seus couro cabeludos arrancados junto com seus cabelos e seus corpos cobertos de queimaduras de cigarro.”

Protestos em massa contra o regime de Ali Khamenei

Desde o final de dezembro de 2025, o país tem sido palco de grandes manifestações, que começaram em razão da crise econômica — marcada por alta inflação, desvalorização do rial e elevado custo de vida —, mas que rapidamente se transformaram em um movimento político mais amplo contra o governo e sua liderança clerical.

Os protestos ocorreram em centenas de cidades, incluindo Teerã, Mashhad, Qom, Zahedan, entre outras, e já duram várias semanas.

Eles representam uma das maiores ondas de mobilização popular na história recente do Irã, com centenas de mortos e milhares de prisões, segundo diversas agências de notícias e observadores independentes.