“Não é que a Lupo foi para o Paraguai, o Brasil empurrou a gente para o Paraguai”, diz Liliana Aufiero, 80 anos, CEO da Lupo, que inaugurou sua primeira fábrica têxtil no exterior, em Ciudad del Este, onde os custos são pelo menos 28% menores do que no Brasil.
Segundo ela, a mudança na lei 14.789/2023, que alterou as regras de tributação de incentivos fiscais para investimentos concedidos por estados no ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços), impactou diretamente a lucratividade da empresa.
A executiva, neta do imigrante italiano Henrique Lupo, que fundou a companhia em 1921, não poupou críticas ao sistema tributário brasileiro.
“Os impostos estão comendo a operação de forma violenta”, afirmou Liliana à Folha de São Paulo, ao destacar que os custos na nova planta paraguaia são pelo menos 28% menores do que no Brasil.
Além das questões fiscais, a presidente da Lupo apontou outro fator determinante para a expansão internacional: a concorrência desleal. Uma fábrica de meias instalada no Paraguai por um empresário chinês é hoje o principal concorrente da companhia. “Se ele consegue vender no Brasil sem investir em marca, e oferecer um bom produto a um custo menor, eu tenho que ter as mesmas vantagens”, justificou.




Relacionadas
Gestão Vilela consegue recurso de 80 milhões de dólares para financiar novas obras em Aparecida
Pai de Messi recebe alta hospitalar e vai se recuperar em casa
‘Coronel’, um dos criminosos mais procurados do Rio, é preso em hospital; veja vídeo!