O embaixador de Israel no Brasil, Daniel Zonshine, disse em entrevista ao programa Boletim Metrópoles que “não é segredo para ninguém que temos diferenças de opinião com o governo Lula” e que as críticas a Israel desconsideram que o país “fez o que precisava ser feito” para defender seu território.
“O governo brasileiro tem a posição dele. Não temos certeza de que isso representa a opinião de todos os brasileiros. Vimos notas de parlamentares e outras entidades que apoiam Israel e que acham que fizemos o que tínhamos que fazer”, afirmou o embaixador.
Segundo o embaixador, o Irã estava bem próximo de ter uma bomba nuclear e, no entendimento de Israel, não havia mais tempo para dialogar. “Eles aceleraram muito o projeto. Chegamos muito perto. Esse era o último momento para parar isso”, justificou a iniciativa dos ataques. “Nós estamos debaixo de uma ameaça existencial e, por conta disso, fizemos o que deveríamos fazer”, prosseguiu.
O Brasil divulgou nota na qual repreendeu a atitude de Israel de iniciar o bombardeio prontamente revidados pelo governo iraniano. Na nota, o Itamaraty afirma que “Israel viola a soberania iraniana e ameaça mergulhar toda a região (do Oriente Médio) em um conflito de ampla dimensão”.
“Diferença de opinião é algo legítimo. Espero que, o mais rápido possível, possamos voltar ao entendimento para relações mais profundas entre os governos”, disse.
O Poder360 fez um levantamento que contabilizou 64 notas do governo Lula condenando ações de Israel nas guerras contra Irã, Hamas e Hezbollah, e dez notas respondendo a ações contra Israel.
O embaixador afirmou que não falou com o ex-presidente Bolsonaro “sobre esse tema”.
Zonshine provocou críticas de petistas após participar, em novembro de 2024, de uma reunião no Congresso com Bolsonaro e um grupo de parlamentares da oposição ao governo atual.
Fonte: Metrópoles


Relacionadas
Assessoria de Luan Santana afirma que cantor faz gesto do “L” há 19 anos e nega conotação política
Tarcísio acionará Justiça contra manifestantes que depredaram estação de metrô em SP
Flávio Bolsonaro denuncia chefe da PF de usar estrutura da corporação para beneficiar Lula nas eleições