Pai de ré por racismo imita macaco após filha voltar para a Argentina

Menos de 24 horas depois da chegada da influenciadora e advogada argentina Agostina Páez à província de Santiago del Estero, uma nova polêmica envolvendo a família ganhou repercussão local.

O pai dela, o empresário Mariano Páez, foi filmado durante a madrugada em um bar do centro da cidade fazendo gestos semelhantes aos de um macaco e dizendo que sente “asco pelo Estado”.

As imagens foram divulgadas por um site local e mostram o empresário em uma saída noturna acompanhado da companheira. Em determinado momento, ele grita e imita um macaco — o mesmo gesto que levou a filha a ser acusada de injúria racial no Brasil, após um episódio ocorrido em um bar no Rio de Janeiro.

Além desse vídeo, também circulou outra gravação em que o empresário afirma que foi ele quem pagou a fiança para que a filha responda ao processo em liberdade e que não recebeu dinheiro público.

Na gravação, ele diz: “Eu tenho asco do Estado. Não vivo da política. Sou empresário, milionário e agiota. E narco…”, afirma, cercado por outras pessoas.

De acordo com o jornal argentino “La Nación”, Mariano Páez afirmou, em entrevista, que os vídeos teriam sido criados com o uso de inteligência artificial. No entanto, minutos depois, sua filha publicou uma declaração nas redes sociais, distanciando-se das atitudes do pai e confirmando a autenticidade das imagens.

Em nota, Agostina afirmou que repudia e lamenta o comportamento do empresário.

“Eu assumo o que é meu: reconheci meus erros, pedi desculpas e enfrentei as consequências. Mas só posso responder pelas minhas próprias ações”, declarou.

A advogada encerra o pronunciamento afirmando que está em processo de reconstrução após dois meses difíceis e agradece o apoio recebido.

Na terça-feira (31/03), dois meses depois, o MPRJ (Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro) obteve a manutenção das medidas cautelares impostas à turista argentina. A decisão foi tomada pela 37ª Vara Criminal da Capital, onde tramita o processo decorrente de denúncia apresentada em fevereiro pela Promotoria de Justiça de Investigação Penal Territorial da Zona Sul e Barra da Tijuca.

Após um pedido feito pela Defesa de Agostina Páez, o TJRJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro) concedeu um Habeas Corpus à argentina, permitindo que ela deixasse o país, mediante o pagamento de um caução no valor de R$ 97 mil.