Um incidente a bordo de um voo da Alaska Airlines entre Seattle e Anchorage, ocorrido em abril do ano passado, resultou na condenação do passageiro Adam Seymour, de 38 anos, residente de Seattle. O tribunal do Alasca considerou Seymour culpado de interferir no trabalho da tripulação do voo após alegações de agressão sexual.
Segundo documentos judiciais apresentados no caso, durante o voo AS-49 de 5 de abril de 2023, Seymour, aparentemente amigável inicialmente, consumiu duas doses de Jack Daniels e Coca-Cola, tornando-se agressivo. Ele teria ainda bebido desinfetante para as mãos, esfregado as coxas de uma passageira, dado tapinhas em sua virilha e, posteriormente, ameaçado acender um cigarro.
A vítima, desconfortável com a situação, passou um bilhete para policiais de folga sentados na fila da frente. Os comissários de bordo, agindo rapidamente, transferiram a passageira para outro assento. No entanto, Seymour dirigiu sua atenção para outro passageiro, ameaçando lutar com ele.
Os procuradores recomendaram uma pena de prisão de 12 meses, destacando a gravidade do incidente. Contudo, segundo noticia o Paddle Your Own Kanoo, que teve acesso aos autos, o tribunal distrital do Alasca decidiu impor uma sentença alternativa, condenando Seymour a 12 meses de prisão domiciliar, serviço comunitário e dois anos de supervisão.
Apesar da decisão do tribunal, o procurador dos EUA, S. Lane Tucker, alertou para a seriedade dos crimes cometidos a bordo de aeronaves. “Envolver-se em comportamento violento, hostil ou obsceno enquanto estiver em uma aeronave é um crime federal e pode resultar em penalidades graves“, comentou Tucker após a sentença de Seymour, reforçando a postura rigorosa em relação a incidentes indisciplinados com passageiros. “Os potenciais perpetradores devem pensar duas vezes antes de se envolverem em conduta semelhante a bordo de uma aeronave, porque iremos processar esses crimes“, concluiu o procurador.
Fonte: Aeroin


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