Minas Gerais vem registrando cerca de 12 notificações mensais de leptospirose, totalizando 120 casos confirmados até agora, além de sete mortes associadas à doença. A infecção é causada pelo contato com água ou lama contaminadas pela urina de roedores, especialmente ratos, e ocorre com maior incidência durante o período de chuvas.
Segundo a Secretaria de Estado de Saúde, a maior parte dos pacientes apresenta quadros leves, com sintomas iniciais como febre, dor de cabeça, dores no corpo e episódios de vômito. Em situações mais graves, a doença pode evoluir com amarelamento da pele, complicações respiratórias e falência pulmonar, com risco de morte.
Os sinais da leptospirose podem surgir entre cinco e trinta dias após a exposição, o que exige atenção mesmo algum tempo depois de enchentes ou alagamentos. Ao perceber qualquer sintoma, a recomendação é buscar atendimento médico o quanto antes.
Para reduzir o risco de contaminação, o ideal é evitar o contato com água de enchente. Quando isso não for possível, deve-se utilizar botas e luvas de proteção. Na falta desses equipamentos, sacos plásticos bem vedados nos pés podem servir como medida preventiva temporária.


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