A Polícia Militar de São Paulo utilizou bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo para impedir o avanço de manifestantes de oposição que tentavam alcançar a Avenida Paulista nesta segunda-feira, 7 de Setembro. O confronto ocorreu no início do dia, momento em que a região começava a ser preparada para as mobilizações políticas agendadas para a data.
Confronto e bloqueio nos arredores da avenida
A intervenção policial se concentrou nas imediações da Rua Plínio Figueiredo, ponto de acesso que foi totalmente interditado pela PM para evitar o ingresso do grupo no corredor principal. Os participantes, que chegaram à capital paulista em uma caravana composta por ao menos 12 ônibus de viagem estacionados na vizinhança, carregavam cartazes contrários à gestão do governador Tarcísio de Freitas.
Durante a manhã, a movimentação ao redor dos veículos de transporte incluía a distribuição de suprimentos aos passageiros, como garrafas de água mineral e lanches de pão com mortadela, antes da tentativa frustrada de marchar em direção ao centro da manifestação.
Ato governista e palanque na Paulista
Marcado para as 15h, o evento oficial coordenado pelo diretório estadual do Partido Liberal (PL) projetou uma concentração de até 100 mil participantes. A pauta central da mobilização reuniu palavras de ordem como “Fora Lula” e “Fora Moraes”, reunindo apoiadores da oposição federal ao longo da via.
A estrutura montada para o ato programou pronunciamentos de figuras proeminentes da direita, incluindo o senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, o próprio governador Tarcísio de Freitas e o líder religioso Silas Malafaia.
Desdobramentos judiciais e ausência no evento
Entre as baixas no palanque paulista, destacou-se a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que permaneceu em Brasília prestando assistência direta ao ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente em cumprimento de prisão domiciliar. A permanência foi necessária após a ausência de uma resposta em tempo hábil do ministro Alexandre de Moraes referente à petição apresentada pelos advogados, que solicitavam autorização para que outros parentes assumissem os cuidados diários do ex-mandatário.
O ambiente político que antecedeu as manifestações foi intensificado por recentes decisões do Supremo Tribunal Federal. A adesão ao ato ganhou fôlego renovado logo após o ministro André Mendonça levantar o sigilo dos autos que apuram irregularidades ligadas ao Banco Master, processo que expôs registros de diálogos mantidos entre Moraes e o antigo controlador da instituição financeira, Daniel Vorcaro.


Relacionadas
“Me roubaram tudo”: empresária do Brás, famosa por vender véus para membros da Congregação Crisrtã, acusa filha e esposa de aplicar golpe
Putin parabeniza Lula pelo 7 de Setembro e exalta aliança
Quer evitar erros na urna? TSE disponibiliza simulador de votação para 2026