A Polícia Civil do Distrito Federal colhe, na tarde desta terça-feira (23), o depoimento do ex-presidente Jair Bolsonaro sobre a arma registrada em seu nome e apreendida em uma blitz na semana passada. O delegado Thiago Boeing, da 17ª Delegacia de Polícia, chegou ao condomínio onde o ex-presidente cumpre prisão domiciliar por volta das 14h30.
Relator do caso de Bolsonaro, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, negou o pedido da polícia para ouvir o ex-presidente por videoconferência, “uma vez que há restrição legal para o uso de comunicações eletrônicas”.
Entenda
Na madrugada de segunda-feira (15), a Polícia Militar do Distrito Federal apreendeu, durante uma blitz, uma arma de fogo que seria de propriedade do ex-presidente.
O armamento estava no carro de Estácio Leite da Silva Filho, militar do Exército que conduzia um veículo oficial do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).
Durante a abordagem, um dos policiais avistou a arma e pediu explicações a Estácio. O militar afirmou que a pistola seria levada para reparo e, posteriormente, devolvida ao proprietário.
Após a apreensão, a polícia constatou que a arma estava registrada em nome de Bolsonaro.
Diante da situação, o ministro do STF Alexandre de Moraes solicitou esclarecimentos à defesa do ex-presidente. O magistrado questionou por que, a poucos dias da revisão de sua prisão domiciliar, Bolsonaro teria solicitado um reparo na pistola.
Em resposta, a defesa afirmou que a própria equipe de segurança de Bolsonaro havia deixado a arma inoperante para evitar riscos, diante das condições de saúde mental do político.
“[…] As medicações psiquiátricas que vinham sendo ministradas ao peticionário [Jair Bolsonaro], capazes de afetar sua cognição — e que, inclusive, foram determinantes no episódio do rompimento da tornozeleira eletrônica [em novembro de 2025] —, levaram sua equipe de segurança, sem seu conhecimento prévio, a retirar o percussor da arma, tornando-a inoperante.”




Relacionadas
Lista de fauna ameaçada tem 180 animais incluídos e 150 retirados
Mulher é condenada a 66 anos de prisão por envenenar ovo de Páscoa
Romaria do Divino Pai Eterno terá policiamento reforçado