O prazo da prisão domiciliar temporária do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está próximo do fim. Bolsonaro cumpre a medida desde 27 de março, quando recebeu alta do Hospital DF Star, em Brasília (DF), após ser internado com um quadro de broncopneumonia.
A prisão domiciliar foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes por um período de 90 dias. A previsão é que o prazo se encerre em 25 de junho, quando a situação do ex-presidente deverá passar por uma nova análise, incluindo a realização de perícia médica, caso seja considerada necessária.
“O ambiente domiciliar é o mais indicado para preservação de sua saúde, uma vez que, conforme literatura médica, devido às condições mais frágeis do sistema imunológico de idosos, o processo de recuperação total de pneumonia nos dois pulmões, com retorno da força, fôlego e disposição, pode durar entre 45 (quarenta e cinco) e 90 (noventa) dias”, escreveu o ministro na decisão.
Bolsonaro estava preso desde janeiro no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, no Complexo Penitenciário da Papuda, conhecido como Papudinha. Ele cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.
Bolsonaro foi preso preventivamente em 22 de novembro, em uma sala da Superintendência da PF, em Brasília, após violar a tornozeleira eletrônica enquanto cumpria prisão domiciliar.
Três dias depois, em 25 de novembro, Moraes determinou o início da execução da pena de 27 anos e três meses de prisão imposta ao ex-presidente por liderar uma organização criminosa que teria atuado para mantê-lo no poder após a derrota nas eleições de 2022.
Já em 15 de janeiro, Moraes autorizou a transferência de Bolsonaro para uma sala de Estado-Maior localizada no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, no Complexo Penitenciário da Papuda.
Fonte: Metrópoles


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