O presidente da Fifa, Gianni Infantino, desistiu do plano de criar a empresa Fifa Forward Enterprise (FFE) para gerir os direitos comerciais de torneios como a Copa do Mundo e vender participações a investidores privados. Anunciada em julho de 2026, a proposta foi cancelada após apenas três dias devido à forte oposição internacional e ameaças de boicote.
O que era a proposta?
A proposta de Infantino previa a criação de uma empresa separada para administrar os direitos comerciais da Copa do Mundo e de outros torneios da FIFA, incluindo patrocínios, direitos de transmissão, licenciamento e outras receitas. A FIFA permaneceria como acionista majoritária, mas venderia uma participação minoritária a investidores privados para levantar bilhões de dólares, prometendo distribuir parte desses recursos às federações nacionais.
A iniciativa, porém, provocou forte reação da UEFA (União das Associações Europeias de Futebol). As 55 federações filiadas à entidade aprovaram por unanimidade um boicote às competições da FIFA caso o projeto seja colocado em prática. Na prática, isso significaria que seleções europeias poderiam deixar de disputar a Copa do Mundo, o Mundial de Clubes e outros torneios organizados pela entidade até que a proposta fosse retirada.
Para a UEFA, a Copa do Mundo “não está à venda”, e transformar seus direitos comerciais em um ativo negociado por investidores privados representa um precedente perigoso para o futebol.

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