O Partido dos Trabalhadores (PT) ingressou com uma representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e outros expoentes da oposição. A legenda governista contesta a veiculação de registros audiovisuais gravados durante a manifestação em apoio a Luiz Inácio Lula da Silva, realizada no último domingo, 11, na Avenida Paulista.
PT acusa oposição de desinformação e cobra exclusão de conteúdos
Na petição encaminhada à Justiça Eleitoral, os advogados petistas sustentam que as postagens utilizam trechos fora de contexto para vincular os participantes do evento a atos de vandalismo, consumo de entorpecentes e terrorismo. A sigla afirma que o material tem potencial para distorcer a realidade e induzir a opinião pública ao erro, solicitando que as publicações sejam retiradas do ar em um prazo de até 24 horas.
Além de Nikolas, a ação atinge o senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL), a própria legenda do Partido Liberal (PL), o empresário Pablo Marçal e os deputados federais eleitos Lucas Pavanato (PL-SP) e Rony Gabriel (Podemos-RS).
Parlamentar rebate ação judicial e defende autenticidade das imagens
Em manifestação pública, Nikolas Ferreira rebateu a iniciativa do PT e sustentou a veracidade do material publicado. O parlamentar destacou um dos vídeos em que manifestantes aparecem sobre a cúpula de vidro da estação Trianon-Masp, pertencente à Linha 2-Verde do Metrô, com pichações e adesivos colados na estrutura.
O congressista mineiro negou que o conteúdo seja fraudulento e criticou a tentativa de censurar a gravação, afirmando que o registro foi realizado no próprio evento e reflete o comportamento dos participantes na data.
Polícia Civil apura depredação em estações do Metrô
Paralelamente à disputa jurídica na esfera eleitoral, os episódios de dano ao patrimônio público se tornaram alvo de apuração policial. Estruturas das estações Consolação, Brigadeiro e Trianon-Masp sofreram avarias durante a dispersão do protesto na capital paulista.
A Polícia Civil do Estado de São Paulo iniciou procedimentos para analisar gravações das câmeras do circuito de monitoramento local, com a finalidade de individualizar as condutas e responsabilizar os autores das depredações e pichações nos acessos ao transporte público.


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