O que deveria ser uma aposentadoria tranquila dedicada ao legado de seis décadas na medicina transformou-se em um enredo de crime e sobrevivência para o médico Victor Murad. Aos 90 anos, o renomado cardiologista e um dos fundadores da Sociedade de Cardiologia do Espírito Santo enfrenta o trauma de ter sido vítima do que acredita ser um plano calculado de envenenamento e fraude financeira, supostamente arquitetado por sua secretária de confiança, Bruna Garcia. Segundo as investigações do Ministério Público (MP-ES), o médico foi envenenado sistematicamente com arsênio durante 15 meses, pela secretária de confiança, Bruna Garcia, que tentava ocultar um desvio de mais de meio milhão de reais das contas do médico.
Secretária dava arsênio a médico para esconder desvio de R$ 544 mil


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