O Senado dos Estados Unidos confirmou a indicação de Daniel Perez para o cargo de embaixador no Brasil. A votação ocorreu no plenário da Casa em um placar apertado de 51 votos a favor e 47 contra. Apesar do aval legislativo americano, Perez não pode assumir o posto de imediato, pois ainda necessita da concessão do agrément por parte do governo de Luiz Inácio Lula da Silva. O Palácio do Planalto e o Itamaraty já sinalizaram que a análise formal da indicação do político republicano só deve acontecer após as eleições presidenciais brasileiras de outubro.
A escolha de Daniel Perez, que é deputado estadual e presidente da Câmara dos Representantes da Flórida, transformou-se no epicentro de um forte desgaste diplomático entre Brasília e Washington:
- Quebra de protocolo: O governo de Donald Trump anunciou publicamente o nome de Perez antes de realizar a consulta sigilosa e receber o aval oficial do Brasil, invertendo o rito tradicional da diplomacia internacional.
- Retaliação com vistos: Diante da demora do governo brasileiro em chancelar o nome, o Departamento de Estado americano revogou o visto da embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti, classificando o ato como uma “medida recíproca”.
- Reação de Brasília: O governo brasileiro repudiou a anulação do visto de Viotti, tachando o argumento dos EUA de falso e inserido em uma “escalada deliberada de medidas hostis”. O embate também envolveu a negativa de vistos brasileiros a funcionários do governo americano sob suspeitas de tentativa de interferência no processo eleitoral.


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