Odesson Ferreira, sobrevivente do acidente radiológico de Goiânia em 1987, declarou que a série “Emergência Radioativa” da Netflix ofende a memória de seus irmãos Devair e Ivo, mortos pela contaminação. Aos 71 anos, ele critica as alterações ficcionais que, segundo ele, ignoram o sofrimento real da família e transformam a dor em entretenimento sensacionalista.
A produção, lançada em março de 2026, reconta o desmonte de um aparelho de radioterapia em um ferro-velho, que liberou césio-137 e causou quatro mortes diretas, além de sequelas em centenas. Ferreira argumenta que a narrativa prioriza drama hollywoodiano sobre fatos históricos, desrespeitando vítimas como Leide das Neves.
A Associação das Vítimas do Césio-137 também protestou pela falta de consulta e filmagens fora de Goiânia. Apesar das críticas, a série reacendeu debates sobre indenizações, levando o governo de Goiás a reajustar pensões em 70%. Sobreviventes dividem-se: alguns valorizam a visibilidade, outros veem desrespeito à memória coletiva.
Fonte: Jornal do Vale






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