A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou por unanimidade os irmãos Chiquinho e Domingos Brazão por mandarem assassinar a vereadora Marielle Franco e seu motorista Anderson Gomes e pela tentativa de homicídio de Fernanda Chaves, então assessora de Marielle.
Os ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino seguiram o voto do relator do caso, Alexandre de Moraes. Eles também concordaram em condenar outros dois réus — o ex-PM major Ronald Paulo Alves Pereira e o ex-assessor de Domingos Brazão, Robson Calixto Fonseca — pelos mesmos crimes dos irmãos Brazão (duplo homicídio, tentativa de homicídio e organização criminosa).
Motivação para o crime
A vereadora Marielle Franco foi morta em março de 2018 por atrapalhar os interesses dos irmãos Brazão, segundo a Polícia Federal (PF). Relatório de investigações aponta essa como a motivação do crime.
Segundo Ronnie Lessa, autor dos disparos contra Marielle, o planejamento para matar a vereadora começou em setembro de 2017 porque ela representava “um obstáculo aos interesses dos irmãos”. Chiquinho era vereador no Rio, assim como Marielle, enquanto Domingos já atuava como conselheiro do Tribunal de Contas do estado.
Lessa relatou, na delação premiada, que as reclamações de Domingos Brazão sobre Marielle teriam aumentado desde as primeiras conversas. Os irmãos constantemente se queixavam, segundo a PF, da relação que a vereadora mantinha com lideranças comunitárias contra loteamentos de milícias no Rio, em áreas em que os dois tinham influência.






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