Nesta quinta-feira, 18, em sessão plenária, o Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu, por unanimidade, a existência de racismo estrutural e de violações sistemáticas a direitos da população negra.
Prevaleceu, no entanto, o entendimento de que não há estado de coisas inconstitucional. Ficaram vencidos, neste ponto, a ministra Cármen Lúcia e os ministros Edson Fachin e Flávio Dino, que defendiam o reconhecimento desse quadro.
O relator, ministro Luiz Fux, havia inicialmente votado nesse sentido, mas reajustou o voto na sessão desta quinta-feira para acompanhar a corrente majoritária, afastando a declaração de estado de coisas inconstitucional.
Apesar disso, o tribunal determinou a adoção de uma série de providências estruturais a serem implementadas pelo Estado no enfrentamento ao racismo institucional.
O que é racismo estrutural?
Racismo estrutural é o tipo de racismo que não depende apenas de atitudes individuais, mas está enraizado na própria estrutura da sociedade — nas leis, instituições, costumes, economia e relações sociais.
👉 Ou seja, mesmo sem alguém “querer” ser racista, o sistema pode continuar produzindo desigualdade racial.
Como ele se manifesta?
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Desigualdade de renda entre pessoas negras e brancas
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Acesso desigual à educação e à saúde
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Maior violência policial contra a população negra
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Pouca representatividade de pessoas negras em cargos de poder
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Padrões culturais que associam pessoas negras a estereótipos negativos
Exemplo simples
Uma empresa que contrata apenas pessoas brancas para cargos altos sem uma regra explícita de discriminação, mas que:
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exige “padrão de aparência” eurocêntrico
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recruta apenas em espaços frequentados por brancos
➡️ Isso é racismo estrutural, porque a exclusão acontece de forma sistemática.
Diferença importante
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Racismo individual: ofensa, xingamento, atitude direta
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Racismo institucional: práticas racistas dentro de instituições
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Racismo estrutural: a base que sustenta os dois anteriores


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