O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), declarou-se suspeito nesta quarta-feira (11) para relatar um pedido apresentado pelo deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) que cobra a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara para apurar irregularidades financeiras do Banco Master.
“Declaro minha suspeição por motivo de foro íntimo. Determino à Secretaria Judiciária que encaminhe o processo à Presidência desta Suprema Corte para a adoção das providências que julgar pertinentes”, afirmou Toffoli no despacho em que se declara suspeito para analisar o pedido.
Com a suspeição de Toffoli, outro ministro deve ser definido relator do pedido sobre a instalação da CPI do Master.
Ligação de Toffoli com o Master
A decisão ocorre em um momento de alta pressão sobre o magistrado devido a revelações da Operação Compliance Zero. Em fevereiro de 2026, a Polícia Federal encontrou mensagens trocadas entre Toffoli e o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro (preso novamente em 4 de março), nos celulares apreendidos do empresário.
O ministro admitiu ser sócio de uma empresa familiar (Merodity) que negociou participações em um resort de luxo no Paraná com fundos ligados a parentes de Vorcaro. Toffoli nega irregularidades e afirma desconhecer a origem dos compradores na época.


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