Tornozeleira tem GPS e manda dados em tempo real; veja detalhes

A Polícia Federal deflagrou hoje (18) uma operação que tem como um dos alvos o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão, além de medidas cautelares contra o ex-presidente.

Entre as determinações impostas pelo STF, estão o uso de tornozeleira eletrônica, o veto ao uso de redes sociais e a proibição de Bolsonaro sair de casa entre 19h e 6h e durante os fins de semana.

Moraes também proibiu o ex-presidente de se comunicar com “demais réus e investigados” em inquéritos no STF, o que inclui o seu filho Eduardo Bolsonaro. Deputado licenciado, Eduardo se mudou para os Estados Unidos com o intuito de pressionar o governo americano a tomar medidas contra Moraes e que levem à anistia dos envolvidos nos atos de 8 de janeiro, em Brasília.

Como é uma tornozeleira eletrônica?

Com cerca de 128 gramas, a tornozeleira é um pouco mais grossa que um celular e discreta quando coberta pela calça.

Apesar do tamanho, ela é equipada com GPS e modem para transmissão de dados via sinal de celular. As informações são enviadas em tempo real para uma central de monitoramento, que pode operar de qualquer lugar do país.

As centrais monitoram que monitoram presos funcionam em São Paulo e outros cinco estados: Paraná, Minas Gerias, Mato Grosso do Sul, e Rio Grande do Sul.

O sistema possui mecanismos contra tentativas de burlar o monitoramento. A cinta da tornozeleira é resistente e abriga uma fibra ótica que emite sinal contínuo. Se for cortada, um alarme é disparado.

Além disso, os sensores seguem funcionando mesmo em áreas sem sinal.