TSE confirma que Smartmatic já prestou serviços à Justiça Eleitoral Brasileira, mas não forneceu urnas

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reforçou nesta terça-feira (22) que a empresa venezuelana Smartmatic não forneceu urnas eletrônicas nem softwares utilizados nos equipamentos eleitorais do Brasil, conforme informação equivocada do senador Flávio Bolsonaro em evento com diplomatas estrangeiros. Em contrato antigo da Smartmatic com o TSE  no ano de 2012 estavam incluídos os serviços de teste das urnas eletrônicas, a limpeza e remoção de selos, os testes funcionais, a triagem para manutenção corretiva e preparação para o armazenamento, a entrada de dados, a instalação e atualização de software, além de outras tarefas.

Confira a explicação no site do próprio TSE!

São falsas as mensagens que circulam nas redes sociais segundo as quais a empresa Smartmatic fornece urnas eletrônicas ou softwares utilizados em urnas no Brasil. Todo o projeto da urna eletrônica brasileira e do sistema eletrônico de votação foi concebido e é gerido inteiramente pela Justiça Eleitoral do país.

As urnas brasileiras foram projetadas por servidores e técnicos a serviço da Justiça Eleitoral e são produzidas, sob a sua direta coordenação, por empresas selecionadas mediante licitações públicas e de ampla concorrência, o que garante ainda mais segurança e transparência ao processo eleitoral.

O sistema eletrônico de votação do país utiliza meios próprios e criptografados de comunicação e transmissão de dados, não tendo nenhum contato com redes públicas, como a internet. Em mais de 20 anos de trajetória, o sistema foi reiteradamente testado e comprovadamente isento de quaisquer formas de manipulação, de fraude na totalização de votos ou de quebra do sigilo do voto.

Dessa forma, o TSE reitera que a empresa Smartmatic não forneceu nem fornece urnas eletrônicas para as eleições brasileiras, tampouco trabalhou na programação desses aparelhos. A empresa atuou apenas no treinamento de profissionais que prestaram suporte técnico e operacional para as urnas brasileiras.

A Smartmatic celebrou contratos com o TSE em outras ocasiões somente para a prestação de serviços de conexão de dados e voz, e não para o desenvolvimento ou operação da urna eletrônica. Além disso, a empresa participou da licitação para a fabricação de urnas eletrônicas para 2020, mas perdeu para a empresa Positivo.

https://www.tse.jus.br/comunicacao/noticias/2020/Novembro/empresa-smartmatic-nao-fornece-urnas-eletronicas-ou-softwares-para-as-eleicoes-brasileiras