Uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou a retirada imediata do ar de uma página da internet que oferecia remuneração em criptomoedas para internautas que publicassem conteúdos favoráveis à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República.
Vantagem financeira vedada no período eleitoral
A determinação partiu da ministra Estela Aranha, que identificou a prática como concessão indevida de benefício financeiro durante a corrida eleitoral. A atuação da Corte atendeu a uma representação formalizada pela coligação do presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) junto à Procuradoria-Geral Eleitoral.
De acordo com os autos, a plataforma bonificava com ativos virtuais os usuários que promoviam engajamento e propaganda política para o postulante do PL nas redes sociais, configurando conduta irregular perante as normas vigentes do pleito.
Campanha nega vínculo e promete medidas judiciais
Em resposta ao caso, a equipe jurídica de Flávio Bolsonaro declarou total desconhecimento sobre a autoria e os responsáveis pelo site. A defesa do parlamentar assegurou que acionará a Justiça nas áreas cível, criminal e eleitoral para responsabilizar os criadores da página e assegurar sua desativação definitiva.
A campanha reforçou ainda que não remunera perfis para compartilhamento de material político ou negociação de moedas digitais, frisando que todos os canais de divulgação oficiais foram previamente registrados no TSE e seguem rigorosamente a legislação eleitoral.


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