A iniciativa faz parte do Programa Nacional de Educação para Áreas da Reforma Agrária (Pronera) — existente desde 1998 para estimular a educação no campo. É a primeira vez que essa política pública oferta vagas em Medicina (os cursos em andamento, até então, eram em áreas como pedagogia da terra, direito, agronomia, engenharia agrícola, medicina veterinária e zootecnia).
Entidades médicas protestaram contra a criação de 80 vagas reservadas apenas para beneficiários do Pronera, que são:
assentados;
acampados cadastrados pelo INCRA;
quilombolas;
educadores do campo;
egressos de cursos do INCRA
e integrantes do Programa Nacional de Crédito Fundiário.
“A criação de um processo seletivo exclusivo, paralelo ao sistema nacional, sem utilização do Enem e do Sisu [Sistema de Seleção Unificada] como critérios de acesso, afronta os princípios da isonomia e do acesso universal, além de comprometer a credibilidade acadêmica e representar um precedente grave e perigoso para a educação médica no Brasil”, afirmam, em nota, o Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe), o Sindicato dos Médicos, a Associação Médica de Pernambuco e a Academia Pernambucana de Medicina.
Diante das críticas, a UFPE afirma que as vagas oferecidas pelo Pronera são extras e não afetam em nada aquelas ofertadas usualmente no Sisu.


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