As taxas atingem diversos setores da indústria brasileira. De acordo com levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), cerca de 4 mil produtos podem ser atingidos e pode ter um impacto de cerca de US$ 14,9 bilhões em exportações aos EUA.
Na avaliação de interlocutores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que se reuniu na manhã desta quarta com autoridades brasileiras que tocam os assuntos internacionais do governo, os argumentos apresentados pelos EUA para aplicar o tarifaço carecem de base técnica e tem viés político.
Embora o comércio entre os dois países seja superavitário para os norte-americanos, o governo de Donald Trump diz que o Brasil adota práticas desleais que oneram a indústria e os produtores dos Estados Unidos. As taxas são sugeridas com sob a justificativa de equilibrar a balança bilateral.
Investigação dos EUA
Fundamentada na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, que trata da política comercial do país, a investigação que determina a aplicação das tarifas questiona a atuação do Brasil em temas como comércio digital, tarifas preferenciais, combate à corrupção, proteção à propriedade intelectual, etanol e desmatamento ilegal.
O documento faz ainda uma série de críticas ao Pix e ao Banco Central do Brasil. O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos aponta que o Pix cria vantagens competitivas em relação a empresas privadas estrangeiras que oferecem serviços de pagamento digital.
Fonte: Metrópoles
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